Projetos - Florescer  

 

Realizado desde 1997, o Projeto Florescer: arte-educação, cidadania e ecologia, tem como objetivo sensibilizar jovens para a construção de outras visões de mundo e formas de se relacionar com todas as dimensões da vida, de forma sistêmica, includente, solidária, ecológica e cooperativa, acreditando na possibilidade de transformação de si mesmo e do mundo.

O projeto, do qual participam 30 jovens, tem como princípio pedagógico o processo educativo como construção coletiva. Possui várias oficinas como agroecologia, filosofia, direitos humanos, história, Psicologia, direito e cidadania, língua portuguesa, empreendedorismo e informática. Em 2009, a oficina de canto coral formou o Coral Nheeengaecoporanga, que hoje é o Coral do Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Petrópolis.

O coral é composto por 25 jovens que recebem bolsa-auxílio e continuam particpando de oficinas com os educadores do projeto Florescer. Através da arte do canto coral buscamos sensiblizar diferentes públicos para a temática dos direitos humanos. Temos como objetivo apresentar o trabalho do coro para jovens das comunidades periféricas da cidade demonstrando que outros modos de vida podem ser criados e que através da arte-educação podemos interferir na lógica do mercado e de culpabilização e criminalização da juventude pobre brasileira.

Além do projeto Florescer, hoje, o projeto tem ações que envolvem o desenvolvimento de um espaço para a educação agroecológica e a formação de uma rede de consumidores para produtos orgânicos no intuito de sensibilizar os produtores a investirem nesta forma de cultivo.
 
Outra ação utilizando a mesma metodologia do Florescer, é o projeto em parceria com o CREAS no qual participam 20 jovens em cumprimento de 

medidas socioeducativas em meio aberto. 

O CDDH vem lidando com a questão da juventude e da infância e com a garantia dos Direitos Humanos em seus anos de história. Neste projeto apostamos no prisma da Proteção Integral e do caráter pedagógico da medida socioeducativa previstos em marcos legais fundamentais – como a Constituição de 1988, o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069 no dia 13 de julho de 1990) e o SINASE (Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo). 

Este projeto não se caracteriza como cumprimento de medida strictu sensu, mas como parte tanto integrante quanto articuladora de uma rede intersetorial de co-responsabilidade de jovens, família, comunidade e Estado perante o enfrentamento das situações de violência que envolvem adolescentes.

Esperamos, com isso, criar e fortalecer estratégias e metodologias coletivas e eficazes no trabalho com esta tão complexa temática, considerando a infração juvenil como um problema não de uns ou de outros, mas de todos nós.



O diferencial do projeto Florescer é apostar nos processos artísticos como aqueles capazes de sensibilizar os jovens a (re)inventarem a si mesmo e o mundo, não se constituindo como espaço para reforço escolar ou a simples profissionalização desses jovens. Através da imbricação entre ética, estética e política busca-se produzir uma estética da própria existência.