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Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Petrópolis é uma organização não-governamental, fundada em 1979. Sua finalidade é realizar, apoiar, assessorar e orientar iniciativas que contribuam para a concretização dos Direitos Humanos em todas as sociedades do Planeta. Trabalhamos a partir dos eixos denúncia, defesa e formação para a cidadania. A educação é a base a partir de onde desenvolvemos nossos diversos programas.

Há 28 anos o Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Petrópolis ensaiava as suas primeiras experiências. Nasceu inspirado por um pequeno grupo de cristãos, em ações cotidianas, sem infra-estrutura, mas reunindo o compromisso e a vontade de articular fé e compromisso social.

Nascemos em uma época de grande fecundidade dos Movimentos Populares no Brasil e na América Latina, como as centrais sindicais, central de movimentos populares, CEB's, entre outros. Embora o contexto fosse o da reabertura política e da afirmação dos direitos civis e políticos, o CDDH nasce com o lema "Servir à Vida" e se preocupa, desde os primórdios, com os excluídos sócio-econômicos. Mobiliza-se nas enchentes de Petrópolis e acompanha desabrigados, mobiliza-se também diante das famílias dos trabalhadores em greve, bem como no Serviço de Intercâmbio (nacional e internacional) como multiplicador de denúncias de pessoas vítimas de violência tanto no campo quanto nos centros urbanos. O Centro de Defesa foi crescendo, sempre consciente de não ser apenas uma instituição de denúncia, mas sobretudo de assessoria e formação para a cidadania. Esteve presente na formação de vários grupos, dos movimentos sociais e associações diversas.

Os anos 90 chegaram, trazendo o desafio de desenvolver os nossos projetos a partir de dois eixos-paradigmas: a Ecologia, que nos inspira a repensar as nossas práticas e valores de forma alternativa, tendo em vista uma economia do suficiente e a superação do antropocentrismo (que coloca o ser humano no centro de toda a criação), através da compreensão de que, partindo dos direitos humanos, tudo o que existe tem direitos e necessita de defesa; a Cultura da Paz, que mais do que a ausência de guerra, desafia-nos a desenvolver metodologias que contribuam para a emergência de uma nova lógica includente, que se comprometa com o repensar da linguagem, com a promoção de práticas e reflexões que dialoguem com o diferente e a ambiguidade, e ensaiar, na prática cotidiana, formas outras de se resolver conflitos.

SERVIR À VIDA continua sendo o nosso maior lema. O CDDH não quer substituir a população, mas estar com ela na caminhada por uma vida melhor. Queremos VIDA PARA TODOS!