eleição

CDDH na ABONG

O CDDH, através do projeto de Assessoria Jurídica passou a compor a Direção Colegiada da ABONG – Sudeste (Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais).

Por decisão da Assembléia Geral realizada no Ibase em 19 de fevereiro às 19 horas com a presença de 14 associadas e 3 entidades em aproximação, ocorreu a eleição do novo Colegiado Regional. A eleição se deu em razão da vacância ocorrida no mandato em curso.

O CDDH entende sua participação neste espaço como uma forma de contribuir para o fortalecimento das organizações que compõem o campo ABONG e deseja auxiliar no na articulação das ações da ABONG com demais instituições do interior do Estado.

Conheça a ABONG: www.abong.org.br

Entrevista

Pão & Beleza no RJTV

No último sábado, dia 8 de dezembro, a coordenadora pedagógica do CDDH-Petrópolis, Maristela Barenco, foi entrevistada pelo repórter Edney Silvestre, na coluna Bate-Papo, que vai ao ar na 1ª edição do RJTV.

A oportunidade da entrevista surgiu na reunião do Movimento Humanos Direitos, da qual participou o CDDH-Petrópolis no dia 29 de novembro. Através dela, Maristela procurou apresentar algumas questões principais sobre o Projeto Pão & Beleza, que passa por um momento de grandes dificuldades financeiras.

Após a entrevista, Maristela participou de um bate-papo (veja a transcrição abaixo), quando os telespectadores levantaram algumas questões, relativas à população em situação de rua e a outras temáticas de defesa dos direitos humanos.

Nossos agradecimentos a Bruno Cattoni, do Movimento Humanos Direitos; ao produtor Luiz Antonio Costa, do Jornal Hoje; e ao repórter Edney Silvestre, da Coluna Bate-Papo.

Chat RJ TV

Moderador apresenta a mensagem enviada por Denise-Leblon: Como surgiu o projeto Pão & Beleza?

Maristela Barenco responde para Denise-Leblon: Trabalhamos com direitos humanos e há seis anos começamos a nos deparar com a realidade de epssoas que pediam alimentos, diferente das que pediam para defender os direitos. Apesar de o CDDH não ser assistencial, percebemos que era importante trabalhar com essa população de rua.

Moderador apresenta a mensagem enviada por Sergio: Qual, até hoje, você acredita ser a maior realização da sua ONG?

Maristela Barenco responde para Sergio: O Centro é um grupo de pessoas que acredita que ess apobreza tem saída e estamos ali parar ajudar isso. Sempre que conseguimos ajudar, de qualquer forma, é a maior realização.

Moderador apresenta a mensagem enviada por Tiago: Vocês recebem algum tipo de incentivo do governo?

Maristela Barenco responde para Tiago: Recebemos do poder público, mas muito pouco, uma ínfima parte. Estamos em um momento de parceria. O poder público começa agora a reconhecer nossa legitimidade. Estamos montando uma articulação com vários movimentos de Petrópolis, é um avanço.
Moderador apresenta a mensagem enviada por Reginaldo: Parabens Maristela, o trabalho de voces é de suma importancia, é lamentavel que nao tenha mais patrocinios, voces tem um site onde podemos ler mais a respeito? ou e-mail pra contato? peguei a entrevista quase no fim mais achei super import

Maristela Barenco responde para Reginaldo: O site é www.cddh.org.br é o e-mail de contato é paoebeleza@cddh.org.br.São nove projetos no CDDH e o Pão e Beleza é um deles.

Moderador apresenta a mensagem enviada por Margareth: Gostaria de saber o telefone da instituição que ajuda pessoas que moram na rua...

Maristela Barenco responde para Margareth: Os telefones são (24) 2242-2462 e (24) 2243-4156.

Moderador apresenta a mensagem enviada por Henrique.Borges: O que você acha da questão da esmola, que é uma das coisas mais polêmicas quando falamos de população de rua?

Maristela Barenco responde para Henrique.Borges: A gente procura trabalhar com essa população com uma visão de corresponsabilidade e contra-partida. Todos que estão no projeto precisam contribuir com um real, ainda que a alimentação custe quatro reais. A gente achou que isso não ia funcionar, mas para nossa surpresa, um problema que nunca tivemos foi em relação a isso, existem grupos que fazem caixinha ou beneficiários que se ajudam. No projeto não temos a visão de esmola, mas nas ruas, tem esse significado, quando damos esmola, mantemos as pessoas que estão nas ruas, mas é uma coisa pessoal, eu mesmo dou. Precisamos ter consciência de que através de projetos vamos mudando isso.

Moderador apresenta a mensagem enviada por carla_lopes: Qual é a capacidade em número de pessoas do projeto? Vocês já têm algum projeto para que o Centro continue existindo?

Maristela Barenco responde para carla_lopes: Começamos atendendo 300 pessoas por dia. Hoje, ainda podemos atender 300 por dia na parte dos serviços, mas da alimentação não temos recursos, atendemos apenas 100 pessoas. Agora mantemos no projeto quem precisa da refeição. E algumas que precisam de apoio psicológico também. E estamos recebendo um financiamento que tentará nos ajudar a realizar essa transição, de Furnas e da Caixa, mas ainda não agarante acontinuidade por um ano, estamos tentando continuar.

Moderador apresenta a mensagem enviada por LAURO_MA: COMO SAO CHAMADOS ESSE PROJETOS???

Maristela Barenco responde para LAURO_MA: Um deles que é muito desafiante é o Programa de Proteção às Vítimas e Testmemunhas Ameaçadas, em apoio com o Estado e o Governo Federal. As pessoas vêm através do Ministério Público e fazemos a proteção. É desafiante e vive uma crise, porque o Estado não tem credibilidade para proteger testemunhas, ele deixa de pagar, mas é importante. Outro importante é o programa com jovens, o Observatório da Juventude, com joens que ficam no centro de defesa e procuram pensar a própria realidade. Todos estão no site.

Moderador apresenta a mensagem enviada por Vivica: Parabéns pelo seu trabalho! Me mudei há pouco tempo para Petrópolis e tenho interesse em ser voluntária nesse projeto. Como faço?

Maristela Barenco responde para Vivica: Existem as pessoas que trabalham lá e são remuneradas, mas também está aberto aos voluntários. O problema é que muitos desistem, abandonam, e gera um problema porque são construídos vínculos entre essas pessoas e a população. Mas temos interesse, você pode procurar o Silvio, de segunda a sexta, de 9h às 18h. É na rua Monsenhor Bacelar, 400. Perto do Relógio das Flores.

Moderador apresenta a mensagem enviada por Guga.Martins: Qual é o papel da cultura na questão dos direitos humanos na sociedade atual?

Maristela Barenco responde para Guga.Martins: Um dos pontos fortes do projeto não é o pão, mas a beleza, a cultura. É o cenário a partir de onde as pessoas constróem suas crenças, seus significados, a dimensão estética da vida. O projeto tem essas duas vertentes e a beleza agrega todas essas manifestações culturais.

Moderador apresenta a mensagem enviada por Daniel.Cruz: Que filmes ou livros recentes você destacaria como bons exemplos da discussão sobre os direitos humanos?

Maristela Barenco responde para Daniel.Cruz: Tem alguns. A gente trabalha com filmes como Tropa de Elite, que não são filmes pelos filmes, mas dentros dos espaços de discussão.

Moderador apresenta a mensagem enviada por Bruna: Há quanto tempo existe o Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Petrópolis ?

Maristela Barenco responde para Bruna: O Centro existe há 28 anos, nasceu na reabertura política, é um dos primeiros centros de defesa e ajudou na constituição do movimento nacional de direitos humanos. O Pão & Beleza faz quatro anos em maio.

Moderador apresenta a mensagem enviada por Pedro.Maia: Você acha que no Brasil os direitos humanos são bem respeitados, de forma geral? Ou ainda há muito o que fazer?

Maristela Barenco responde para Pedro.Maia: Não são respeitados, há muito o que fazer. O que chama a atenção é que há muito o que fazer não só no sentido usual, mas também pelo poder público. A gente esperava desse governo muito mais compromisso e comprometimento. Embora esse programa tenha muitas iniciativas, é algo cotnraditório, o Dom Cápio está fazendo jejum em função dos movimentos sociais que não são ouvidos.

Moderador apresenta a mensagem enviada por Freire: Maristela, me formei este ano em Assistente Social, meu trabalho de conclusão de curso foi Morador em situação de rua. Como podemos mudar a realidade dessas pessoas num país de tantas desigualdades sociais?? Renato Freire Iraja

Maristela Barenco responde para Freire: O Centro de Defesa não tem pretensão de mudar a realidade, mas sim de mostrar que aquilo que se faz no pequeno, é emblemático. O que se faz ali pode ser feito em outros âmbitos. Precisamso buscar que isso vire políticas públicas. É com essas experiências e essa articulação que tentamos mudar.

Moderador apresenta a mensagem enviada por Ricardo_Moura: Vocês trabalham apenas com população de rua ou tem outros públicos-alvo também?

Maristela Barenco responde para Ricardo_Moura: O projeto foi feito para a população de rua, a prioridade é para eles, mas com essa, vieram outras que são tão necessitadas quanto, como ambulantes e desempregados, que têm casa mas vivem em situações-limite. Os idosos, por exemplo, que estão adoecidos. Os portadores de sofrimento psíquico também, os dependentes químicos. Todos fazem parte.

Maristela Barenco fala para a platéia: Temos também trabalhos com vítimas de violência, em aprceria com o Governo Federal e as mulheres estão bem contempladas dentro dele. Tem também o projeto Mulheres de Massa, que tentam fazer uma cooperativa de produtos. O pessoal da Moradia, que sempre foi problemático em Petrópolis.

Moderador apresenta a mensagem enviada por Vivica: Existe algum tipo de assistência médica aos usuários? Ou encaminhamentos para a rede pública?

Maristela Barenco responde para Vivica: Essa é a nossa grande tristeza e desafio ao mesmo tempo. O projeto abriu uma nova experiência em Barbacena, que inaugurou o Pão e Beleza lá, com médicos e dentistas. Não conseguimos isso ainda, em Petrópolis. Tentamos acompanhá-las nos hospital públicos e tentamos sensibilizar a classe média.

Moderador apresenta a mensagem enviada por Janaina_: Há quanto tempo você é coordenadora do centro de diretos humanos? Como começou seu trabalho lá?

Maristela Barenco responde para Janaina_: Estou há 16 anos, fui uma jovem que participa de movimentos de igreja na época e sempre me interessei pela área social. Comecei como voluntária e me chamaram para coordenar um projeto, pensando em metodologias mais lúdicas. Estou lá até hoje e tudo que aprendi devo a eles.

Moderador apresenta a mensagem enviada por Juliano-Urca: Na sua opinião, o que falta no nosso país para que a condição de vida dos mais necessitados melhore?

Maristela Barenco responde para Juliano-Urca: Precisamos de outra estrutura política, estou cética em relação a isso em nosso país, que é atravessada por milhões d einteresses e lobbys. Os representantes da nação estão envolvidos com outras coisas. Precisamos ter mais críticos nas campanhas e processos eleitorais, na fiscalização desses políticos, votamos e não acompanhamos o projeto deles. Mudar a realidade supõe um novo cidadão.

Maristela Barenco fala para a platéia: Foi bem interessante, fico surpresa de as pessoas trocarem esses pontos de vista no sábado. A partir disso, multiplicamos as experiências e mudamos a realidade. O CCDD agradece e nos oferecemos apra fazer esse intercâmbio, quem tiver interesse de procurar o projeto, as portas estão abertas.

Moderador fala para a platéia: O chat fica por aqui. Obrigado pelas participações e até a próxima.

encontro

Pão & Beleza e CDDH em reunião do Movimento Humanos Direitos - MHuD

Na noite da última quinta-feira, 29/11, o CDDH-Petrópolis participou de uma reunião do Movimento Humanos Direitos, no Rio de Janeiro. A oportunidade foi aberta pela Letícia Sabatella e pelo Pe. Ricardo Rezende, ambos membros do MHuD.

Com o objetivo de apresentar seus projetos e, mais especificamente, pedir ajuda para o projeto Pão & Beleza, recebemos uma acolhida extremamente fraterna, com os membros do MHuD oferecendo diversas sugestões para os projetos apresentados por nós, concentrando seus esforços no Pão & Beleza, que passa por grandes dificuldades financeiras.

Na ocasião, o CDDH foi representado por Leonardo Boff, Márcia Miranda, Sérgio Hammes e Silvio Machado.

documento

CDDH participa da elaboração de relatório entregue em visita de relator especial da ONU ao Brasil

O Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Petrópolis – CDDH - esteve engajado com outras instituições da sociedade civil, contribuindo na redação de um documento, com relatos sobre a violência praticada pelo Estado nas comunidades pobres do Rio de Janeiro. Este dossiê, contendo denúncias sobre execuções ocorridas no Complexo do Alemão, na Baixada Fluminense e em outras regiões do estado, também contemplou temas como a impunidade, as milícias e o uso do Caveirão.

O documento foi entregue, em um dos auditórios da PUC/RJ, com a presença de todas as instituições que o elaboraram, no dia 07 de novembro de 2007, a Philip Alston, Relator Especial da ONU para Assuntos de Execuções Sumárias e Extra-Judiciais, que esteve em visita aos estados brasileiros com maior índice de violência, dentre eles, o Rio de Janeiro. A visita teve por finalidade, ouvir a sociedade civil, os familiares de vítimas de violência e o Estado, e o objetivo maior foi o de receber informações a serem passadas à Comissão de Direitos Humanos da ONU. Esta Comissão tem como uma de suas atribuições primordiais, a recomendação de ações que visem promover ou restabelecer a proteção aos direitos humanos, junto aos governos dos países que são denunciados por violações a esses direitos fundamentais.

O relatório apresenta considerações sobre a atual política de segurança pública adotada, tanto pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro quanto pelo Governo Federal; detalha situações de desrespeito aos Direitos Humanos, apresentando casos concretos considerados como de execução sumária e, ao final, propõe vinte e três recomendações em favor dos direitos humanos, que entende, devam ser feitas, pela Comissão de Direitos Humanos da ONU, tanto ao governo do estado quanto ao governo federal.

Este documento encontra-se, em sua íntegra, disponibilizado para consulta. Para acessá-lo, clique aqui.

EVENTO

CEAV realiza seu segundo seminário

O CEAV/RJ — Centro de Atendimento a Vítimas de Violência — um dos projetos geridos pelo CDDH, cuja atuação tem por objetivo a superação do fenômeno da violência, operando tanto no atendimento a vítimas e seus familiares, quanto em atividades de reflexão e formação em direitos humanos junto a comunidades e outros espaços, realizou, no último dia nove de novembro de 2007, seu II Seminário.

O evento aconteceu no auditório da Faculdade Arthur Sá Earp Neto - FASE -, teve por tema “A Transdisciplinaridade como Metodologia para a superação da Violência e a consolidação de uma Cultura de Paz” e o objetivo do CEAV foi o de aprofundar a discussão sobre esta prática, uma vez que entende como fundamental sua implementação no trabalho pela superação da violência. Sua atuação cotidiana pressupõe a prática transdiciplinar, mesmo compreendendo a complexidade desta.

Foram convidados a participar do evento, os profissionais de Serviço Social, Charles Toniolo e Francisca Pini, que representou o Instituto Paulo Freire, além da psicanalista Cristina Rauter, integrante do Grupo Tortura Nunca Mais.

Ao final das exposições realizadas pelos convidados, a platéia foi convidada a participar de grupos que foram provocados a debater o tema em questão e qualquer outro que tivesse surgido durante as apresentações. Relatores de cada grupo trouxeram as questões discutidas e cada um dos palestrantes encerrou sua participação no evento comentando o que cada relator trouxe.

O CDDH e o CEAV entendem que a discussão propiciou rico material – a ser publicado brevemente - que possibilitará fazer avançar a práxis de todos aqueles que se interessam pelas questões sociais da Violência e da Cultura de Paz.

Evento

Projetos no Petrópolis Gourmet

Os projetos Mulheres & Massas e Filhos da Terra, participaram do VII Petrópolis Gourmet "O Brasil Temperando o Mundo".

Segundo os integrantes dos projetos a experiência foi rica no sentido de promover e divulgar o trabalho.

O Petrópolis Goumet é um importante festival gastronômico que acontece simultaneamente em diversos restaurantes e outros pontos da cidade. Este ano aconteceu de 15 a 25 de novembro.

Iniciativa

Pão & Beleza em Barbacena - MG

Nos dias 02 e 03 de novembro, o CDDH-Petrópolis foi até a cidade de Barbacena - MG, assessorar um grupo de pessoas que está dando nascimento a um novo projeto Pão & Beleza.

Maristela Barcenco, Assessora Pedagógica do CDDH-Petrópolis, e Silvio Machado, Coordenador do Pão & Beleza de Petrópolis, estiveram com o grupo de 31 voluntários ao longo de toda sexta-feira e também em parte do sábado.

Na sexta, dia 02, Maristela promoveu, no período da manhã, uma fala destinada ao público do município, promovendo uma sensibilização quanto à causa do projeto. No período da tarde, Maristela e Silvio participaram de um momento fechado com os voluntários, numa dinâmica que buscou partilhar as experiências entre ambos os projetos.

No sábado, participaram como observadores das atividades do Pão & Beleza de Barbacena, podendo conversar com os beneficiários do projeto e, ao mesmo tempo, acompanhar as a prática do grupo de voluntários.

A visita deu origem a um Artigo, "Nasce o Pão & Beleza em Barbacena!", que pode ser visualizado aqui.